9 de outubro de 2010

Collor em 1990 Lula em 2007, Petroflex e Nitroflex priva-doações fraudulentas: PND

O que há em comum entre as sandálias Havaianas, os pneus Pirelli, a caneta Bic e o combustível para foguetes da Nasa?  Todos esses produtos levam,  em maior ou menor quantidade, a borracha produzida pela Petroflex. O PBLH era fabricado no Brasil pela Petroflex, A Petroflex Lula vendeu criminosamente pela Petrobras a LANXESS alemã, que decidiu descontinuar a fabricação do polibutadieno líquido hidroxilado PBLH no país. "Todos os mísseis fabricados e utilizados pelas Forças Armadas no Brasil adotam propelente sólido à base de PBLH. Sem ele não é possível fabricar o combustível"  A retomada da produção do PBLH no país, segundo o pesquisador, é estratégica, pois a compra do produto no exterior é complicada, devido a produtos controlados e sujeitos a embargos internacionais.
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Esse nome é pouco familiar para boa parte dos brasileiros, embora esteja escondido nos produtos que vemos por toda parte. Situada no pólo petroquímico de Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio de Janeiro, a Petroflex é a maior fabricante de borrachas sintéticas da América Latina. No Brasil, é dona de 85% do mercado -- motivo de orgulho para seus executivos, que gostam de se referir a essa presença com frases de efeito do tipo "Aqui, onde tem borracha, tem Petroflex". Lá fora, a empresa também conquistou um espaço importante: é a líder mundial em borrachas básicas utilizadas na fabricação de pneus. 

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A Petroflex é a maior produtora de borracha sintética da América Latina, com capacidade produtiva anual de 442 mil toneladas, e possuia fábricas, localizadas no Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul,
 No final de 2006, a propriedade da empresa foi assim dividida por Lula:
1) a Suzano Petroquímica, com 20,12% das ações, 
2) a Braskem (20,12%) 
3) e a Unipar (10,06%) representando 50,3% das ações. 
O restante é dividido entre investidores institucionais 10 (geralmente, fundos de pensão), pelos empregados e por investidores privados individuais, já que suas ações são negociadas livremente na Bovespa. 

Resumidamente, a atual estrutura organizacional da empresa está constituída da seguinte forma:
1. A sede principal, escritório da Presidência e do Conselho Administrativo na cidade do Rio de Janeiro/RJ e principal centro de planejamento, de negócios e atendimento aos clientes nacionais e globais da empresa; 
2. Três fábricas integradas nos pólos Petroquímicos de Duque de Caxias (RJ), outra no Pólo da cidade de Triunfo (RS) e a última no Pólo do Cabo de Santo Agostinho (PE); 
3. Um importante escritório na cidade de São Paulo, para cuidar dos negócios e clientes da América do Sul; 
4. Três subsidiárias: a Petroflex Trading S.A. na cidade de Montevideo, Uruguai. A Petroflex América Inc. na cidade de Newark, estado de Delaware, EUA e a Petroflex International Ltd. nas Ilhas Virgens, Caribe; 
5. Centros de armazenamento e distribuição na cidade e porto de Cartagena, Colômbia; Livorno, Itália, e outro na cidade de Liden, estado de New Jersey, EUA; 
6. Escritórios para atendimento e prospecção de novos negócios na cidade e porto de Roterdã, Holanda, para atendimento da Europa e em Hong Kong para atender clientes na Ásia, Oriente Médio e Oceania. 

Em 2006, a capacidade produtiva da empresa estava em cerca de 410 mil toneladas. Entretanto, devido à conjuntura mundial (esse ponto será aprofundado no próximo item) a empresa só utilizou 81% de sua capacidade produtiva.

Com os investimentos planejados para 2007, espera-se crescimento para cerca de 445 mil toneladas/ano. Dessa forma, o Brasil, com vendas de 219 mil toneladas em 2006, detém cerca de 67% da produção. As exportações absorveram 36% da produção anual com vendas para mais de 50 países, nos cinco continentes.
Venda:
01) JP Morgan e o Citicorp venderam suas ações na Suzano Petroquímica para holding controladora do grupo Suzano EM 17/08/2004.
02) Suzano conclui venda de ações da Petroflex para Braskem  e Unipar por R$ .... milhões 31/07/2007 Valor Econômico  - (existe discordância do valor da venda!)
03) Já em abril de 2008 a Petroflex foi comprada pela multinacional alemã LANXESS
04)  Como as governanças desmoralizaram os bens públicos!
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História da Petroflex
Com o crescimento do consumo brasileiro de borrachas em produção mais acentuada que o da produção de borracha natural, o Brasil passou, a partir de 1951, a importar o produto do extremo Oriente. O governo encarregou a PETROBRAS da construção de uma fábrica para a produção de borracha sintética no país, integrada à produção das suas matérias-primas básicas, que são o butadieno e o estireno.

No dia 4 de março de 1962, entrou em operação como unidade operacional da PETROBRAS, a Fábrica de Borrachas Sintéticas (FABOR), sendo instalada no Rio de Janeiro, precisamente em Duque de Caxias e, após seis anos de operação, a FABOR foi incorporada a PETROBRAS Química S.A. (PETROQUISA).
Hoje, a PETROFLEX dispõe de três fábricas distribuídas nos estados do Rio de Janeiro (Duque de Caxias), Pernambuco (Cabo) e Rio Grande do Sul (Triunfo). As certificações pela norma ISO-9002 das fábricas de Triunfo - RS, Duque de Caxias - RJ e do Cabo - PE já foram conseguidas, bem como se obteve, em 1996, a certificação ambiental da fábrica de Triunfo pela norma ISO-14001. (http://petroflex.com.br).
[“A década de 50 e 0 Programa de Metas”, in”O Brasil de JK”, de Angela de Castro Gomes (org.) Ed. FGV/CPDOC, Rio de Janeiro, 1991].

Em 1962, a Fabor entra em funcionamento como unidade operacional da Petrobrás. Em 1968, é incorporada à Petroquisa. 

Em 1977 é fundada a Petroflex Indústria e Comércio S.A. que assume as instalações da Fabor. Até então, a Petroflex existe como subsidiária da Petroquisa e começa produzindo estireno, um dos componentes do elastômetro, com capacidade de 60 mil toneladas anuais. 



A Petroflex Indústria e Comércio S.A. começa trabalhar em dois pólos petroquímicos: um em Triunfo/RS e outro em Duque de Caxias/RJ, fundadas juntamente em 1985. 

Ter uma condição interna de quase monopólio (as concorrentes nacionais DSM, Kraton e Nitriflex ficam com uma fatia de 15% do mercado) e liderança global na venda de borrachas básicas são conquistas importantes. Mas seus executivos não estão contentes. Eles estão incomodados com o fato de que 87% das receitas vêm de produtos básicos (para a fabricação de pneus e de calçados), de menor valor agregado e muito sujeitos às oscilações de preços internacionais. Para crescer e ganhar espaço no competitivo mercado mundial de borracha sintética, eles sabem que é preciso ir muito além das conquistas obtidas até agora. 

Em 1991, no governo Collor, foram dissolvidas comercialmente a Petrobras Mineração S.A. (Petromisa) e a Petrobras Comércio Internacional S.A. (Interbrás).

Em 1992, a Petroflex é privatizada. A totalidade do capital é adquirida por um consórcio privado atuante no setor petroquímico. Com os resultados positivos de seus negócios, em 1993, a Petroflex adquire o controle acionário da Coperbo (Companhia Pernambucana de Borrachas) instalada em Cabo de Santo Agostinho/PE.

No ano de 1992, incluiu-se o setor petroquímico no PND (Programa Nacional de Desestatização), tendo a Petroquisa reduzido a sua participação no setor. Ainda em 1992, foi iniciado o PND para o setor de fertilizantes, com a alienação da Fosfértil e da Goiasfértil no segundo semestre (Tabela 1).

PND: AS PRIVA-DOAÇÕES nos setores de petroquímica e de fertilizantes:

Petroflex- 10/04/1992 Consórcio PIC (63,8%), Petros (18,7%), Funcef (3,4%), Outros Fundos de Pensão (10,4%), Instituições Financeiras (3,2%) e Investidores Estrangeiros (0,5%) -  Preço mínino, Receitas milhões+Ágio178,6 215,6 20,7%
Copesul 15/05/1992 Consórcio PPE (45,6%), Outras Empresas Nacionais (1,1%), Fundo Poolinvest (7,2%), Bancos (21,3%), Outras Instituições Financeiras (9,3%), Outros Investidores Estrangeiros (3,5%), Fundos de Pensão (11,2%) e Pessoas Físicas (0,8% - )Preço mínino,Receitas milhões+Ágio 617,1 797,1 29,2%
Álcalis 15/07/1992 Consórcio Cirne – Grupo Fragoso Pires (100%) - Preço mínino,Receitas milhões+Ágio  78,9 78,9 0%
Nitriflex 06/08/1992 ITAP S.A. (100%)  - 26,2  26,2  0%
Polisul 11/09/1992 Ipiranga (80%) e Hoescht (20%) 56,8 56,8 0%
PPH 29/09/1992 Odebrecht (47,7%), Petropar (25,8%), Polipropileno (0,8%) e Himont (25,7%) 25,1 40,8 62,4%
CBE 03/12/1992 Unigel (100%) 10,9 10,9 0%
Poliofelinas 19/03/1993 Odebrecht Química S.A. (100%) 87,1 87,1 0%
Oxiteno 15/09/1993 Dresdener Bank (50%), Ultraquímica (48,8%) e Outros (0,2%)  53,9 0%
PQU 24/01/1994 Consórcio Poinvest (32,1%), Polibrasil (16,7%), San Felipe Adm. e Part. (15,5%), Privatinvest (11,2%), Banco Real (4,7%), Outras Instituições Financeiras (4,7%),Fundação Cesp (4%), Gboex (0,3%), Oxiteno (4,3%), Unigel (3,2%), Unipar (2,7%) e Investidores Estrangeiros (0,6%) 269,9 269,9 0%
Acrinor 12/08/1994 Copene (62,9%) e Rhodia (37,1%) 12,1 12,1 0%
Coperbo 16/08/1994 Petroflex In. Com. (78%) e Copenar (22%) 25,9 25,9 0%
Ciquine 17/08/1994 Copenar (100%) 23,7 23,7 0%
Polialden 17/08/1994 Copenar (100%) 16,7 16,7 0%
Politeno 18/08/1994 Copenar (50%) e Cia. Suzano de Papel e Celulose (50%) 44,9 0%
Copene 15/08/1995 Norquisa (90%), Petros (3,2%), Previ (3,2%) e Outros Fundo de Pensão (3,6%) 253,8 0%
CPC 29/09/1995 EPB – Empr. Petroquímico do Brasil (100%) 73,6 73,6 0%
CQR 05/10/1995 Aply Com. Empreend. (100%) 0,0129 1,70818 13.800%
Salgema 05/10/1995 EPB (50%) e Copene (50%) 48,8 48,8 0%
CBP 05/12/1995 Atrium DTVM (100%) 24,29 36,43 50,1%
Nitrocarbono 05/12/1995 Pronor (90,6%) e Petroquímica da Bahia (9,4%) 29,5 29,6 0,2%
Pronor 05/12/1995 Petroquímica da Bahia (100%) 62,9 63,5 0,9%
Koppol 01/02/1996 Suzano Resinas Petroquímicas (100%) 3,146 3,146 0%
Polipropileno 01/02/1996 Suzano Resinas Petroquímicas (100%) 81,2 81,2 0%
Deten 22/05/1996 Una (100%) 12,1 12,1 0%
Polibrasil 27/08/1996 Polipropileno (63,9%), Hipart Participações (34,6%) e Ipiranga Química (1,5%) 99,4 99,4 0%
EDN 26/09/1996 Dow Química (100%) 16,1 16,4 0,18% Empresas (Fertilizantes)
Indag 23/01/1992 IAP S.A. (100%) 6,8 6,8 0%
Fosfértil 12/08/1992 Fertifoz (87%), Instituições Financeiras (12,1%), Investidores Estrangeiros (0,5%) e Pessoas Físicas (0,4%) 139,3 177,1 27,1%
Goiasfértil 08/10/1992 Fosfértil (100%) 12,7 12,7 0%
Ultrafértil 24/06/1993 Fertiultra (100%) 199,4 199,4 0%
Arafértil 15/04/1994 Fertisul (50%) e Quimbrasil (50%) 10,7 10,7 0%

Fonte: BNDES (2001)
  • O que restou para o capital nacional? a planta de Caxias marco na indústria petroquímica brasileira com prédios e jardins assinados por Niemeyer e Burle Marx. O prédio onde hoje funciona a área administrativa NÃO MAIS DA PETROFLEX brasileira, E SIM, DA LANXESS alemã, marcando as privatizações fraudulentas no Brasil, tendo como uma das conseqüências, a espetacular poluição da Bahia da Guanabara. A Braskem (Bovespa: BRKM5; NYSE: BAK; Latibex: XBRK), líder em resinas termoplásticas na América Latina e a terceira maior companhia industrial privada de capital nacional presidida pela Odebrecht, , em conjunto com a Unipar - União de Indústrias Petroquímicas S.A. ("Unipar") e outras partes, celebraram contrato para a venda de ações da Petroflex Indústria e Comércio S.A. ("Petroflex") com a empresa alemã Lanxess Deutschland GmbH ("Lanxess") 
  •  Petroflex e Nitriflex borracha sintética, e o Estelionato Empresarial

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